Como o monitoramento remoto por vídeo está revolucionando a segurança eletrônica

May 29, 2025
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Tecnologia e Inovação

A nova era da segurança eletrônica: do vigilante ao vídeo inteligente

A segurança eletrônica está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. O que antes dependia apenas de rondas presenciais e vigilantes em guaritas, hoje é controlado por monitoramento remoto por vídeo, capaz de proteger ativos, pessoas e operações em tempo real — de qualquer lugar do mundo.

Esse avanço não é apenas conveniência. É uma mudança estrutural no modo como empresas e prestadores de serviços operam, combinando câmeras conectadas, sistemas inteligentes e profissionais mais estratégicos.

Segundo a Abeese, a demanda por soluções de monitoramento remoto com inteligência artificial vem crescendo acima de 20% ao ano no Brasil, impulsionada pela busca de maior eficiência operacional e redução de custos.

O que é monitoramento remoto por vídeo e por que ele cresce tanto?

O conceito é simples: câmeras instaladas em condomínios, empresas, indústrias ou áreas críticas enviam imagens para uma central de monitoramento à distância. Mas, na prática, o modelo evoluiu.

Graças à conectividade em nuvem e ao uso de analíticos de vídeo com inteligência artificial (IA), o monitoramento remoto deixou de ser passivo e passou a ser proativo. Isso significa que eventos relevantes são detectados automaticamente — invasões, sabotagens de câmeras, comportamentos suspeitos — reduzindo falsos alarmes e acelerando a resposta.

De acordo com um levantamento da Revista Segurança Eletrônica, a automação já é prioridade para grandes centrais de monitoramento que buscam escalar suas operações sem aumentar proporcionalmente o quadro de operadores.

Por que o modelo tradicional não acompanha as novas demandas

Uma central baseada apenas em operadores humanos enfrenta alguns desafios sérios:

  • Excesso de alarmes falsos, que sobrecarregam as equipes;

  • Escalabilidade limitada, já que mais câmeras exigem mais operadores;

  • Tempo de resposta lento em situações críticas.

Com o avanço das ameaças, não basta registrar imagens — é preciso entendê-las em tempo real. É aqui que entram os analíticos de vídeo.

Como os analíticos de vídeo transformam o monitoramento remoto

Os analíticos de vídeo são algoritmos que processam imagens ao vivo e identificam eventos relevantes. Entre as aplicações mais comuns estão:

  • Detecção de intrusão: alertas automáticos quando alguém invade áreas restritas.

  • Perambulação: identificação de indivíduos rondando a mesma região por muito tempo, sinalizando risco antes que algo aconteça.

  • Adulteração de câmeras: aviso instantâneo quando alguém tenta cobrir, girar ou desligar uma câmera.

  • Aglomeração e evasão: monitoramento do fluxo de pessoas, garantindo ordem e segurança em ambientes críticos.

  • Dupla passagem: controle de acesso inteligente para evitar fraudes em portões e cancelas.

Em vez de substituir operadores, a IA potencializa sua eficiência: os sistemas filtram os eventos realmente importantes, permitindo que profissionais foquem no que exige ação humana imediata.

Um estudo publicado pela Security Magazine reforça que a adoção de IA pode reduzir em até 80% os falsos positivos em operações de vídeo monitoramento, tornando a resposta mais ágil e precisa.

Quais setores mais se beneficiam do monitoramento remoto inteligente

  • Centrais de monitoramento e prestadores de serviços de portaria remota: podem atender mais clientes sem aumentar a equipe.

  • Indústrias e grandes empresas: garantem controle de perímetro mais eficiente e prevenção de incidentes internos.

  • Condomínios comerciais e residenciais: aumentam a segurança e reduzem custos operacionais.

O futuro: automação, nuvem e integração total

O próximo passo do monitoramento remoto por vídeo é a integração total em nuvem, permitindo que qualquer câmera funcione como um sensor inteligente.

Com softwares avançados, é possível usar a infraestrutura existente e escalar rapidamente, sem grandes investimentos em hardware. Além disso, a automação de processos como rondas virtuais e atendimentos por voz com IA já ajuda empresas a manter padrões elevados de segurança, mesmo com equipes mais enxutas.

Esse movimento segue a tendência global de Security as a Service (SecaaS), apontada em relatórios recentes do Allied Market Research, onde o uso de nuvem e inteligência artificial deixa de ser diferencial e passa a ser requisito competitivo.

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