A segurança eletrônica está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. O que antes dependia apenas de rondas presenciais e vigilantes em guaritas, hoje é controlado por monitoramento remoto por vídeo, capaz de proteger ativos, pessoas e operações em tempo real — de qualquer lugar do mundo.
Esse avanço não é apenas conveniência. É uma mudança estrutural no modo como empresas e prestadores de serviços operam, combinando câmeras conectadas, sistemas inteligentes e profissionais mais estratégicos.
Segundo a Abeese, a demanda por soluções de monitoramento remoto com inteligência artificial vem crescendo acima de 20% ao ano no Brasil, impulsionada pela busca de maior eficiência operacional e redução de custos.
O conceito é simples: câmeras instaladas em condomínios, empresas, indústrias ou áreas críticas enviam imagens para uma central de monitoramento à distância. Mas, na prática, o modelo evoluiu.
Graças à conectividade em nuvem e ao uso de analíticos de vídeo com inteligência artificial (IA), o monitoramento remoto deixou de ser passivo e passou a ser proativo. Isso significa que eventos relevantes são detectados automaticamente — invasões, sabotagens de câmeras, comportamentos suspeitos — reduzindo falsos alarmes e acelerando a resposta.
De acordo com um levantamento da Revista Segurança Eletrônica, a automação já é prioridade para grandes centrais de monitoramento que buscam escalar suas operações sem aumentar proporcionalmente o quadro de operadores.
Uma central baseada apenas em operadores humanos enfrenta alguns desafios sérios:
Com o avanço das ameaças, não basta registrar imagens — é preciso entendê-las em tempo real. É aqui que entram os analíticos de vídeo.
Os analíticos de vídeo são algoritmos que processam imagens ao vivo e identificam eventos relevantes. Entre as aplicações mais comuns estão:
Em vez de substituir operadores, a IA potencializa sua eficiência: os sistemas filtram os eventos realmente importantes, permitindo que profissionais foquem no que exige ação humana imediata.
Um estudo publicado pela Security Magazine reforça que a adoção de IA pode reduzir em até 80% os falsos positivos em operações de vídeo monitoramento, tornando a resposta mais ágil e precisa.
O próximo passo do monitoramento remoto por vídeo é a integração total em nuvem, permitindo que qualquer câmera funcione como um sensor inteligente.
Com softwares avançados, é possível usar a infraestrutura existente e escalar rapidamente, sem grandes investimentos em hardware. Além disso, a automação de processos como rondas virtuais e atendimentos por voz com IA já ajuda empresas a manter padrões elevados de segurança, mesmo com equipes mais enxutas.
Esse movimento segue a tendência global de Security as a Service (SecaaS), apontada em relatórios recentes do Allied Market Research, onde o uso de nuvem e inteligência artificial deixa de ser diferencial e passa a ser requisito competitivo.